O SEGREDO DA ELEVAÇÃO DE BONAPARTE E DE SUA QUEDA – Henrique José de Souza

O SEGREDO DA ELEVAÇÃO DE BONAPARTE
E DE SUA QUEDA
Henrique José de Souza
28 de Setembro de 1941

O fim parecia ter chegado, quando as armadas francesas, vitoriosas, poderiam ser lançadas, imediatamente, sobre a Europa e ser implantada uma vasta Federação de Estados. Quem foi que realizou tal coisa? Um homem, cuja história interior não era conhecida. Tal vida oculta de um ser, que tanto foi admirado por uns, como desprezado por outros, vamos desenhá-la em rápidos traços:

Começamos por declarar que Napoleão I foi um “traidor”, do ponto de vista iniciático. E foi a razão única de ter sido deportado para Santa Helena. Dito isso, comecemos a narração.

Um general francês da República encontrava-se no Egito… E era o primeiro a proclamar aos seus soldados: “de cima dessas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam”. Ilustrava-se ele por suas coragem e capacidades. Era um homem de gênio, como o mesmo S. Germano, já o previra, naquela profecia quando ainda criança, chamando-o de Bonaparte. De há muito as Sociedades secretas, para não dizer algo de maior valor… lançavam as suas vistas para a referida “criança”, e por isso mesmo, aproveitavam a melhor ocasião para fazê-lo chegar à sua presença, estando no Egito. Entre os civis que o acompanhavam, houve alguém que se incumbiu de semelhante coisa, no que ele acedeu de boa vontade, recebendo, desse modo… uma iniciação nas galerias subterrâneas, bem próximas das mesmas pirâmides, se é que não se unem todas, entre si, unindo-se também, com a Esfinge… Foi em tal momento, que se lhe prometeu a maior proteção secreta, se quisesse ele trabalhar a favor da organização dos “Estados Unidos da Europa”. Bonaparte aceitou. E depois de ter prestado juramento, diante de inúmeras testemunhas, volta à França. Tinha ele apenas vinte e sete anos. Inicia-se a campanha da Itália, Bonaparte a dirige. Era informado de tudo. Inúmeros agentes encontravam-se à sua disposição, inclusive o tradicional “homem da capa encarnada” (raio de Marte…). Por isso, tornou-se vitorioso nas famosas batalhas, que o leitor está farto de conhecer. Tornou-se Imperador dos Franceses e Rei da Itália. Que fez ele? Colocou seus irmãos e irmãs nos tronos da Europa. Resiste-lhe o Papado; ele se revolta, pois que, completa mudança se tinha dado com ele… Traiu então, o seu Juramento, tudo querendo realizar em proveito de sua ambição pessoal. Ele julga que “seu momento havia chegado, e menospreza as “Ordens dos Superiores Desconhecidos”. Mais uma vez o “Homem da capa vermelha” procura chegar à sua presença, mas… o ingrato o recebeu debaixo de ridículo. Chegou mesmo a exasperar-se com o seu fiel Conselheiro de outrora, quando este lhe faz lembrar o “Juramento nas galerias subterrâneas das pirâmides…”. E quando vai dar “ordem para que o prendam”, o mesmo desaparece de suas vistas, como se fora um fantasma…

Desde então ficou ele abandonado às suas próprias forças. Começa a perder todas as batalhas, que se findam, lamentavelmente, na de Waterloo. As tropas que deveriam socorrê-lo chegaram demasiadamente tarde. E ele perde a Coroa, como a perderam os próprios Reis divinos, nos dias trágicos da Atlântida…
Finalmente, a Inglaterra se apodera do “traidor” e o encerra em Santa Helena, onde ele pôde meditar à vontade… sobre semelhante “traição”. Pobre Napoleão Bonaparte!
Semelhante história, por completo desconhecida, não diminui, entretanto, as suas glórias… E isso também concorre para que a França, por sua vez, fosse gloriosa perante os demais povos do mundo. Podemos, pois, admirar semelhante gênio, que venceu todos os generais da Europa, e que realizou milagres que hoje, pela lei da relatividade – não mais poderiam ser realizados, mesmo com os processos de destruição muito mais avançados que os daquela época!
Eis aí, a França desmembrada. Os Maçons começam a fazer sua pequena história de libertação das inteligências pelo ateísmo. Assim agindo, eles, por sua vez, vão de encontro à Maçonaria Universal, por isso mesmo, são postos de lado, aparecendo então, a Franco-Maçonaria, que mesmo assim não deve ser confundida com aquela.

A seguir, aparece um outro homem na Itália. Seu nome é Louis-Napoleon-Bonaparte. Iniciado no Carbonarismo, jurou lançar o Papa por terra. Note-se bem que era livre tanto em o fazer como em não o fazer… Jura, ainda, “sem que ninguém lho pedisse”, que tudo fará para aniquilar o Papado, se lhe desse o Poder. Ele sobe ao trono, por meio de um golpe de Estado, que se qualificou de irregular, mas que se tornou regularíssimo, como sempre, por parte daquele que sai vitorioso. Uma vez no poder, Napoleão III esqueceu tudo quanto de “motu-próprio” prometeu. Não pensa que existe um Papa, nem uma Itália. Então, se lhe enviam vários bilhetes que ele encontra atravessados, sempre, por um punhal. E como continuasse a não ligar importância, se lhe envia um tal Orsini, que antes lhe dirigiu uma mensagem toda especial. Desta vez, ele compreendeu. Tropas francesas são mobilizadas e enviadas para a Itália. O Papa é privado de seu poder temporal (que nunca deveria ter, diga-se de passagem, como o mesmo Antônio Vieira foi o primeiro a demonstrar… “que o Poder Temporal é um, e o Espiritual, bem outro”). Napoleão III esquece de novo a sua promessa. Foi então, que se passaram os seguintes fatos, que em síntese vamos relatar:

A missão de formar um grupo com todos os Estados da Europa foi confiada a um novo soberano. Era Guilherme I, rei da Prússia. Comprometido por juramento, a constituir a Federação dos Estados Alemães, e mais tarde, a dos Estados da Europa, foi admiravelmente auxiliado na primeira etapa, por um chanceler sagaz e um tanto brutal, mesmo em seu modo diplomático de “golpe de punho um tanto fácil”. Chamava-se Bismarck, como o mundo inteiro o sabe. Com semelhante auxiliar, foi capaz de cumprir a sua promessa. Poderia ter colocado os membros de sua família em todos os tronos da Alemanha, e, no entanto, não o fez. Poderia ter escolhido melhor alguns personagens de mérito, para esses mesmos lugares. Se errou, não o fez por maldade. Do mesmo modo, não se deixou conduzir, como outros o fizeram, pelas famílias reinantes da Alemanha. Todos conhecem a que ponto chegou o referido País, no que diz respeito ao seu formidável poder industrial, comercial e até militar, e ninguém ignora finalmente, a rivalidade existente entre ele e a Inglaterra, que já em 1914, mediam forças, ao lado da França etc. Em tal época, a Alemanha sob o férreo pulso de Guilherme II, que “acaba de morrer no exílio, no seu castelo, em Endem, na Holanda”, e que, por sua vez, embora o mundo ignore, também estava ligado por um Juramento idêntico ao de Napoleão, com certas Associações secretas… acabou por se sentir tão poderoso, que ouvidos não mais quis dar a nenhuma delas… E o resultado, foi aquele que se viu…

Uma grande reviravolta, entretanto, se deu no mundo. E já então, passa à mesma Inglaterra* uma outra missão que infelizmente não podemos apontar neste estudo, nem em outro qualquer, de modo minucioso. Diremos apenas que é por essa mesma razão, o poderoso e eficacíssimo apoio que lhe dá a América do Norte, arrastando os demais Países da América do Sul.
____________
* Não pertencem seus reis à Maçonaria escocesa (rito de York), sem que isso jamais afetasse à religião por eles adotada? Grave erro, entretanto, o de se negar direito de continuar no trono ao atual Duque de Windsor, pelo fato de “ter amado uma mulher que não era de sangue nobre”. Ou melhor, de não ser aquela que, politicamente falando, deveria ser a sua esposa. Quantas vezes foram insinuadas várias princesas para este lugar… e quantas vezes se negou ele a aceitá-las como tal. O arcebispo de Londres, através de Lord Baldwin, um fanático religioso, os que mais concorreram para o referido erro. Nostradamus, já há quatro séculos prognosticara tal coisa. Mas o fato é que, dentro da “lei do livre arbítrio”, acompanhando a própria evolução do mundo, permitiria algo justamente contrário. Nessa união ou casamento, esotericamente falando, estaria firmado o “futuro pacto político (ou união) entre Inglaterra e América do Norte.

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