PRECIOSOS ENSINAMENTOS DE HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA – 3



Para que se possa avaliar o poder imenso do Mental, na realização das coisas desejadas, mais que todas a da Fraternidade Humana, citaremos a fraternal providência tomada pelo 28º Presidente dos Estados Unidos, Thomas Woodrow Wilson*: “Ao meio-dia em ponto, todas as atividades eram paralisadas, desde os veículos até o transeuntes, as próprias crianças que se dirigiam para suas escolas. E, durante um minuto de silêncio, todos firmavam seu Pensamento na PAZ”. E esta veio, pouco importa como. A ideia, pois, do grande místico hindu Ghorale é digna de aceitação por “todos os homens de boa vontade”. Em nossa Instituição, além de possuir em São Lourenço um Templo à Paz Universal, todo aquele que dá ingresso nas suas fileiras recebe uma evolução mental, onde o termo PAX (no latino, PAZ, e em sânscrito, “comunhão de Pensamento”) é seu “Bija”, como acontece com o termo AMEM (equivalente ao AUM sânscrito), no final de todas as preces. De fato, Bija, Amem etc., quer dizer “Que tal aconteça”.
(O Luzeiro, 1953, pg. 72).
*Governou de 1912 a1921.



Em 1912 Abbás Effendi*, em visita à Londres, entrando em um templo protestante da grande metrópole, teve ocasião de assistir a celebração do culto, e logo o mesmo terminado toma ele a palavra “para exortar aos fiéis ali reunidos, a prática do Bem e do Amor, dentro da sua própria religião”. Encaminhando-se depois para a Bíblia, nela escreveu: “Este é o livro santo de Deus, de celestial inspiração. É a Bíblia de Salvação, o nobre Evangelho. Nele se acha o Mistério do Reino e sua Luz. É o dom divino, sinal do governo de Deus”.

Este gesto inimitável emocionou a todos os presentes: um muçulmano no templo de outra religião, falando aos fiéis, da Verdade do Espírito Santo, do Deus da Paz!

Da sua mensagem ao mundo, consta, no final, o seguinte apelo: “Agora, mais do que nunca, deveriam os povos – sob o mesmo estandarte humano – não se afastar do preceito: amar e crer em todos os profetas. Assim como os cristãos creem em Moisés, deviam os judeus crer em Jesus. Do mesmo modo que os maometanos creem em Cristo e Moisés, deviam os judeus e cristãos crer em Mahoma. Desse modo desapareceriam todas as disputas, unindo-se os homens sob um só e mesmo espiritual Estandarte. Abbás Effendi vem com o propósito de unir todas as religiões em uma só, levantando o Estandarte da Unidade, da Honra, da Dignidade Humana, no centro do mundo! Devemos, agora, rodeá-lo e procurar com o coração e a alma, que resplandeça a FRATERNIDADE HUMANA”.

Eis aí o critério teosófico na boca de um santo, de um Iluminado.

Abbás Effendi, com semelhante gesto, reconhecia a mesma Verdade por baixo dos vários prismas que os homens lhe deram. Sim, na mesma razão do que está escrito no Rig-Veda, como um dos mais antigos livros do mundo: “Há uma só Verdade, embora que os homens lhe deem nomes diferentes”.
(O Luzeiro, 1953, pg. 73).

*Abbás Effendi nasceu na Pérsia (hoje Irã) em 1844, morreu em Israel em 1921. Filho mais velho do Profeta fundador da Fé Bahá, em 1892 foi escolhido pelo pai para ser Seu sucessor e interpretar Seus ensinamentos. Pela sua bondade e humildade era chamado pelo povo de “o Mistério de Deus”.  



Diz o filósofo Herder*: “As religiões são como as cordas da mesma lira. Cada uma delas tem a sua nota particular, mas, a perfeição da música resulta da união harmoniosa desses diferentes sons”.

Sim, porque o Budismo prega e cultiva a Renúncia, a vitória que devemos alcançar sobre os nossos desejos, as nossas paixões ou sentimentos inferiores, o que representando a base de toda disciplina, é, por sua vez, o caminho para a perfeição, a Superação.

O Bramanismo exalta a natureza espiritual do homem e da criação. Somente o Espírito existe e perdura; as coisas materiais não passam de ilusão.

O Zoroastrismo é a nota de combate espiritual, que exprime a ideia da eterna luta, do conflito gerador de todas as desordens humanas e, por conseguinte, o combate, a luta, o conflito na alma humana.

O Confucionismo admira, antes de mais nada, a ideia da ordem e do equilíbrio, procurando levar a humanidade à compreensão, à imitação da calma, da beleza e da ordem infinita da natureza.

O Judaísmo representa a ideia da imparcialidade, da justiça sobre as quais deve estar fundada a sociedade humana.

E o Cristianismo?

O Cristianismo, digo eu, está no fundo de todas essas religiões, como deve estar no fundo do coração de todos os homens, desde que se o conceba de acordo com o seu verdadeiro significado: Iluminação, Conhecimento, Sabedoria Perfeita, na mesma razão de Budismo, Teosofia etc.
(O Luzeiro, 1953, pg. 73).
*Johann Gottfried von Herder (1744/1803), filósofo e escritor alemão.   



Que diria hoje Rui Barbosa ao ver as nulidades triunfando ainda mais, as injustiças culminando por toda parte, os poderes nas mãos dos maus tão agigantados. Pior que tudo isso, a desonestidade como arma poderosa para o homem galgar os altos píncaros da glória.

Teósofo que fora, o grande RUI diria apenas: Na hora que atravessamos não há como saber selecionar as consciências. Sim, buscando entre os poucos em quem a Inteligência e a moral não cederam lugar à ignorância e à perversão dos sentidos, a SEMENTE DA NOVA RAÇA.

Já o grande escritor patrício, que se chamou Coelho Neto – revoltado contra alguns dos que o cercavam – também proferira: “Não há como passar despercebido no mundo”.

Não se revoltou também contra os homens, o meigo Nazareno, ao dizer: “Corja de víboras, quando me verei livre de ti?”

Nós outros, preferimos dizer: Eleva-se o homem na vida e se choca com a família. Se se eleva ainda mais, choca-se com o povo. Se mais ainda, com a Nação. E finalmente, com o mundo inteiro.

Diante de tudo isso, e muito mais ainda, não há que reclamar coisa alguma, “Águia de Haia”, pois que a civilização se acha em franco declínio. Nesse caso, melhor será “alçar o vôo” pelas regiões sublimes da Inteligência, em busca da Divina Essência. E isto Você o sabe melhor agora do que nos tempos que já se foram…
(O Luzeiro, 1953, pg. 75)


João Gibin, ilustre e querido membro de nossas fileiras, vencedor do Concurso “O Grande Caruso”, tendo ido em visita à cidade de Benxières-Aux-Dames, teve ocasião de visitar a cidade onde “nasceu” a vidente Jeanne D´Arc. Grande comoção ao chegar àqueles dois referidos lugares estreitamente ligados àquela a quem consideramos – de acordo com seu próprio nome, “Jina da Arca ou Agartha” – como são Todos esses privilegiados Seres cuja vida se distancia muito (digamos, muitíssimo) da do vulgar dos homens, chamem-se Jeanne D´Arc, Colombo, Cabral, Germano, Cagliostro e tantos outros.
Quando o cantor deu entrada na privilegiada “cidade”, tendo ouvido, através de um rádio, os primeiros acordes da música de Ari Barroso, intitulada “Brasil”, sentiu grande vibração e muitas saudades da Pátria distante. Pela parte que nos toca, quando ouvimos, por exemplo, outra música do mesmo compositor patrício, intitulada “Na Baixa dos Sapateiros”, também temos muitas saudades da Bahia, pois nos faz recordar os belos tempos da mocidade, quando íamos cobrar os aluguéis da direita (quem vem da Ladeira do Carmo), pertencentes à nossa Família, além de por ali termos de passar muitas vezes, em nosso caminho para a Escola e outros afazeres de nossa vida sempre “agitada”, que passou a puramente intelectual, desde que chegamos ao Rio de Janeiro em 1914.

E que dizer de um Hino Nacional, ouvido em lugares distantes do BRASIL?

Já dizia o Senhor Gotama: “Luta em primeiro lugar pelos de teu sangue (a Família), e os da tua Raça (a Pátria)”, pois que a Religião era Ele mesmo que ensinava tal coisa, querendo provar a lei de Karma ou de “Causa e Efeito”, que a cada um dá a Pátria e a Família que lhe compete na vida, segundo as suas próprias escandas (em sânscrito, o mesmo que “tendências”) de vidas anteriores.

Domrémy, lugar onde “nasceu” Jeanne D´Arc e onde ela “ouviu as vozes do Alto”, em semelhante lugar foi erguido belíssimo e expressivo Monumento. Mais adiante figuram as estátuas do “Pai e da Mãe” da mesma heroína e mártir… E, perto, a Igreja em cujos muros está escrita toda a sua história. “Toda” é termo impróprio, pois que a verdadeira, nenhum “profano”, seja quem for, a conhece… E a prova está que a pobre mártir de outrora “era uma embusteira” – como Savonarolle, Jean Huss, Giordano Bruno e tantos outros – para hoje passar por “santa”.
(O Luzeiro, 1953, pg. 78/79).



O meigo Nazareno ao dizer “amai-vos uns aos outros”, não fazia qualquer distinção racial filosófica ou religiosa dos homens, mas, abraçava-os num único amplexo, como se fossem filhos de uma só família. E por não ter sido compreendido pela turba ignara, insuflada pelos “doutores” e “fariseus” de todos os tempos, o amplexo não chegou a se concretizar e o gesto ficou suspenso, pregado numa cruz, enquanto que do peito da Eterna Vítima, do Coração do Amoroso, vertia o sangue que haveria de manter o mistério…

Ao expulsar os vendilhões do Templo, chamando-o de “casa de meu Pai” (segundo o Evangelho de São João, 2-16), templo este que não poderia ser de nenhuma das religiões denominadas cristãs, por já pré-existir a todas elas – não demonstrava Jesus ser Ele a manifestação cíclica do Espírito de Verdade, ou seja, o Pai manifestado no Filho, através daquilo que, nós teósofos, chamamos de um Avatara? E que, portanto, a Verdade é uma só, embora lhe deem nomes diferentes? E que todo templo dedicado a Deus, e portanto, à Verdade deve ser considerado “casa de meu Pai”?

Mas os homens não o entenderam, como ainda não o entendem. E o Cordeiro foi imolado…

Se a Verdade é uma só, se Deus é um só, se todas as coisas e seres criados, Dele emanaram, por que não hão de as religiões se reunirem em torno da mesma pira para nela queimarem os incensos de suas preces e de seus louvores ao Deus Único e Verdadeiro do Qual dizem terem emanado os seus Evangelhos? No entanto, as lutas religiosas, sustentadas “ad majorem dei gloriam”, têm derramado mais sangue entre os homens do que os problemas raciais, políticos, ou outros.

A Mente e o Coração de mãos dadas devem queimar perfumes na mesma Ara, a favor de um só e mesmo Ideal, de uma só e mesma Verdade. A Religião do Amor compartilhada entre todos os seres da Terra.

Não há mais lugar para os indiferentes, porque os tempos apontados pelos profetas de todas as épocas são chegados e bem chegados.

“Reconstrução!” é o brado espiritual que a Lei faz repercutir por todos os cantos do Globo! E ai daquele que lhe não quiser dar ouvidos.

         Intelectuais do mundo, cuja Palavra escrita ou falada representa aquela prodigiosa “espada do conhecimento” forjada no fogo de Vulcano! Vós, cujo nobre e heróico sacrifício a favor da Humana Causa, tantas vezes vos conduziu ao patíbulo armado pela mão implacável dos “césares, temporais e espirituais” de todas as épocas, sejam defensores da Religião-Sabedoria, para que mais facilmente possam ser banidos da face da Terra a loucura e o vício.

E com isso, mais uma vez ressoam os clarins da LeiAlea Jacta Est!
(O Luzeiro, 1954, pg. 81/82).


No alvorecer do ciclo de Aquarius, surgirá, como de outras vezes, o Espírito de Verdade como a Divina Essência portadora de uma Nova Era para a humanidade. Seu nome, do qual se tem usado e abusado ultimamente (os falsos profetas e messias já anunciados pelo próprio Cristo), obedece às tradições tanto do Oriente como do Ocidente: MAITREIA é de todos o mais conhecido, principalmente na Índia e no Tibete. É ele o MITRA-DEVA das várias lendas hindus; AKDORGE, o cavaleiro das idades, das lendas transhimalaias; e, finalmente, o pouco conhecido, que é AKTALAYA, “envolvido na alma do Mundo”.

Para definir o ciclo em questão, as tradições orientais lhe dão o nome de APAVANADEVA, isto é, o “avatara aquático” por manifestar-se justamente no ciclo de Aquarius. Não se deve esquecer, no entanto, que todos os Manus ou guias humanos, segundo as lendas, surgem do mar. Lembremo-nos, por exemplo, de Moisés, o “salvo das águas” e do aguadeiro Akad ou Akadir que salva o Rei Sargon* que fora abandonado  numa cesta atirada ao rio, quando recém-nascido, o que é uma perfeita reedição da lenda do famoso Manu judaico.

          O português Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru, ou “serpente do mar” como o apelidaram os tupinambás, (…) não deixa de ser um pequeno Manu. É que da fusão monádica havida entre o português e a índia Catarina Paragauçu, nasceu a raça brasileira. Já em seu tempo, Tamandaré ou Tamoindaré, o repovoador, foi um pequeno Manu, como dirigente da raça guarani. José de Alencar, no seu famoso romance “O Guarani”, servindo-se das lendas indígenas, fala nela como tal e num dos muitos dilúvios que têm assolado a Terra. Aliás, não houve apenas um dilúvio na história da humanidade, como julgam as religiões ocidentais, que desprezam as lendas e tradições de numerosos povos.
(O Luzeiro, 1954, pg. 97).
*Rei Sargon da Assíria, reinou 56 anos, de 2270 a 2215 a.C.


A ruína do mundo é uma resultante da maldade, da falsidade e da fealdade, como densas nuvens que procuram eclipsar a brilhante Luz do Sol, cujos são: Verdade, Bondade e Beleza. O primeiro Raio pertence à Ciência, cujos trabalhos analíticos hão de forçosamente culminar na Suprema Síntese. A Religião, no seu verdadeiro sentido de “religar ou tornar a unir” todos os homens entre si- para que um dia voltem à Unidade Síntese, donde emanaram – procura despertar a Bondade latente em cada homem, por mais involuido que pareça, pois não existe um só que não seja o reflexo divino, para não dizer, a própria Divindade manifestada na Terra.

Se, como disse Bunyan*, “a religião é a melhor armadura do homem”, ela é também a que maiores embaraços traz aos seus livres movimentos, e contra sua capa de hipocrisia, lutam ocultistas e Teósofos, como os representantes da verdadeira Religião-Sabedoria, por não proceder de um “deus antropomorfo”, mas, como disse H.P.B. de uma linguagem e sistema de Ciência, comunicados à Humanidade primitiva, por outra Humanidade tão avançada, que parecia divina aos olhos da humanidade imatura”.
(Dharana 87/88, 1936, pg. 534).
*John Bunyan, 1628/1688, escritor inglês.



Contínuo deve ser o progresso da Ciência, da Religião e da Arte. Para que tal progresso se torne efetivo diante da imensa responsabilidade que temos para com a Humanidade, devemos despertar tudo quanto de bom e belo dorme em nosso seio, tratando de nos dominarmos a cada momento. Devemos fazer presentes aquelas memoráveis palavras de Epicteto*: “Tu queres ser igual aos homens vulgares, como fio de túnica, que se pode confundir com os demais fios; eu desejo, porém, me parecer à púrpura sanefa que, não brilha apenas, mas embeleza todo lugar onde é aplicada”. Nesse caso, não queiramos ser fios de túnica, para não nos confundirmos com os homens vulgares, para os quais teve Emerson estas palavras: “São viventes desculpas de não ser homens; humilham-se, desculpam-se com prolixos raciocínios e acumulam aparências, porque lhes falta a substância”.
(Dharana 87/88, 1936, pg. 535).
*Epicteto, 55 d.C/135 d.C, filósofo grego.



Todos nós sabemos que possuímos cinco sentidos; porém, ignora a maioria que cada um deles tem íntima relação com as mãos. Do mesmo modo que cada uma delas possui cinco dedos, dos quais, o polegar é o mais importante, porquanto é o único que, por si só, pode fazer o papel dos demais; assim, o sentido da vista tem por polegar a visão; o ouvido, o tato, o gosto e o olfato fazem o papel dos outros dedos da mão. (…)

Embora que a maioria dos homens não esteja hoje com os sentidos perfeitamente afinados, a educação os fará um dia mais responsivos. O certo é que existem pessoas que ao ouvirem música, cerram os olhos e veem simultaneamente a sucessão rítmica de delicadas cores. Em resumo, podemos declarar que não há uma partícula de nosso corpo que não possa responder às vibrações dos cinco sentidos. E embora estejam localizados em certos órgãos especiais, como os olhos e os ouvidos, virtualmente, todos os átomos do corpo podem ter as mesmas peculiaridades, como sucede no corpo astral, cujos átomos todos veem, ouvem e gostam, sem necessidade de órgãos especiais.
(Dharana 87/88. 1936, pg. 536/537).



O músico, ao criar uma beleza, sente antecipada a felicidade dos que a vão conhecer mais tarde; em uma palavra, todas as condições eubióticas! Tudo quanto é capaz de melhorar e fazer ditosa a vida humana está encerrado na Música. E mais do que em outra qualquer, nas de Beethoven e Wagner.

A Música teve sempre domínio sobre as almas. Porém, Beethoven e Wagner chegaram a ser os maiores magos no manejo desse Poder Colossal, que extasia as almas e as conduz pelas regiões sublimes do Espaço, em busca de sua Origem!…
(Dharana 87/88, 1936, pg. 539).



Vejamos o que representam as três “qualidades de matéria” na vida das nações:

Quando é a condição Tamásica (o Encarnado) que predomina em uma nação, isto é, por dois terços de seus habitantes encontrarem-se sob o influxo das paixões inferiores, tal povo se torna covarde e indiferente às coisas do Espírito; mas, ativo e corajoso (se o quiserem) para a defesa dos interesses pessoais e… tudo mais quanto seja harmônico com as suas passionais e inferiores ideias, segundo o termo sânscrito “KAMA” (desejo, paixão sensual etc.). Daí o aproveitamento dos mais espertos (entre eles) para se apoderarem das rédeas do governo de tais nações. E de cujo gesto ninguém tem que se queixar, segundo se acha expresso no sábio aforismo: “Cada povo tem o governo que merece”.

Quando se trata da condição Rajásica (o azul) predomina o espírito religioso, porém, sob a mais baixa manifestação, que é a do fanatismo e da superstição, porquanto Rajas nunca se manifesta só, mas acompanhado de Tamas. Dessa mescla entre o azul e o encarnado (segundo a mistura das cores matizes) aparece o “roxo”, lunático ou passional, tal como se deu na Raça Lemuriana, dirigida pelos planetas Vênus (azul) e Marte (encarnado), em cujo estado de consciência dominavam exclusivamente as coisas do Sexo. Daí ter sido nela onde se deu a sua “Separação” (do Sexo), isto é, onde os seres começaram a nascer sob a dupla forma sexual. Nesse caso, quem domina tais Nações, é o espírito religioso no baixo sentido a que já nos referimos, isto é, manifestado como Fanatismo e Superstição. Ou melhor, o Poder Espiritual (o falso, porquanto o verdadeiro sempre foi representado pelos Colégios Iniciáticos, como fiéis guardiães da Sabedoria  Iniciática das Idades), querendo assenhorear-se do Poder Temporal, isto é, ficar senhor dos dois poderes, ou melhor, dominar o mundo. (…) Em todas as nações onde estiver predominando Rajas e Tamas, ao mesmo tempo, se dará um retrocesso de vários séculos na sua evolução. E como ninguém tenha o direito de contrariar a Lei… o castigo não virá longe!

Predominam ainda, em tais nações (Rajásicas e Tamásicas ao mesmo tempo), os crimes passionais, os amores ilícitos, as revoluções repetidas e tudo mais quanto possa ser tido como “ATIVIDADE INFERIOR”…

Quando é, finalmente, Sattva (o amarelo), que predomina (o qual atrai os dois primeiros para que se dê o Equilíbrio perfeito entre as três  qualidades de Matéria) outorga aos povos a concórdia, o mútuo entendimento; a generosidade e acerto por parte dos governos, que se fazem eleitos e amigos do povo. Dirigentes e dirigidos formam uma Harmonia Perfeita, semelhante à vivida pelos antigos gregos da época anfitreônica e dos egípcios, nos seus belos tempos. É o que se pode chamar: consciência coletiva e concordância entre APTIDÃO, IDEALISMO e CARGO.

Na Idade Média, a Era feudal por excelência governava Tamas. Agora domina Tamas e Rajas, ao mesmo tempo, o que representa um período de crises, uma era de transição, de dúvidas e incertezas… para quase todas as nações do mundo, segundo aquele velho adágio oriental: “Quanto mais pesado fizeres o mundo, mas o mundo pesará sobre ti!”
(Dharana 87/88, 1936, pg. 539/540).

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Contribuição de Zélia Scorza Pires
São Lourenço, 15.09.2015

 

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