CAGLIOSTRO FOI O SOLAPADOR DA REVOLUÇÃO FRANCESA – Henrique José de Souza

Vemo-lo através de todas as peripécias mal contadas que por aí se vendem – desde o imortal Dumas a do agiota Castelo Branco, que vendia até a alma para arranjar dinheiro, (…) que fingindo soerguer dos escombros imundos da crítica universal, o nome de um Iluminado, estropia os fatos, adultera quase todas as passagens da sua última vida – pelo fato de ter sido muito bem pago pela famosa Companhia de Jesus.
Ninguém fala no verdadeiro papel de Cagliostro, que foi o solapador da Revolução Francesa, a não ser mui ligeiramente o provecto escritor francês A. Dumas. Lorenzo ou Cagliostro foi de fato o chefe ou cabeça de todo aquele movimento, que abriu uma nova página na História do mundo. Inclusive o Brasil, bastando dizer que a nossa República foi estabelecida um século justo depois, isto é, em 1889, ano que era o 6º depois do nascimento de um “quidam” qualquer, que se conhece hoje com o nome de Henrique.
O nosso Cagliostro estava ao lado de Lorenza Anunziata Feliciani, de cujos poderes psíquicos se servia para a realização de sua Obra. Porém, somos forçados a abordar outros pontos interessantes da vida de todos os nossos personagens, para que a nossa história não fique, como se costuma dizer “sem pé nem cabeça” (…).
A fortuna de Cagliostro dava para comprar centenas de títulos maiores ou menores do que o de Conde de Cagliostro. Assim é que existiam, ao mesmo tempo, dois Cagliostros… sem falar em outros mistérios – inclusive de que S. Germano era uma contradição para aquele. Todos compreenderam, portanto, que Cagliostro era
S. Germano e este, Cagliostro… para todos os efeitos. E isso… para desconcertar, ou antes, despistar os inimigos da Lei.
Quando o Conde de Cagliostro punha por assinatura uma Serpente com uma maçã na Boca (mistério do Edem ou Paraíso terrestre…) e tal fruto atravessado por um punhal Rosa-Cruz, o mesmo dos Arqueiros, como Cruz, em nosso Templo e Ordem… falava bem alto do Chefe dessa Ordem, como S. Germano ou Lorenzo Paolo Domiciani, cujas iniciais, LPD, ele mesmo as trazia no peito e foi reconhecido (como revelou muito bem Dumas, nas suas Memórias de Um Medico, embora que ali existam muitas intromissões suas, e até ofensas, com os manuscritos por ele encontrados na Polícia de Paris, ou seja, da Mão dos terríveis jesuítas, qual aconteceu com o Conde de Monte Cristo, e a Mão do finado, para destruir o primeiro…).
A Revolução Francesa destruindo a Flor de Lis dos Bourbons, destruía a falsa Monarquia na França, com o Loto sagrado agartino (…). Esse Loto sagrado outro não era, senão, o Conde de S. Germano ou o Único e verdadeiro Rei do Mundo, com o nome de Melki-Tsedek, do qual Cagliostro era o seu Escudo, e nesta vida, como Ele mesmo o chamava, ao insigne Akadir (o mesmo Cagliostro), “minha ama seca”, porque nunca o largava”.
Cagliostro apresentava-se como Conde desse nome, José Balsamo, Conde de Fênix etc. O mesmo quanto a S. Germano, cujo verdadeiro nome na Agartha era Lorenzo Paolo Domiciani (embora que nome itálico), trazia aquele para fazer jus ao LPD do Lilium Pedibus Destrue, com o qual foi destruída a Bastilha. E assim por diante. Por isso que tanto aqueles como Nostradamus, como o mesmo que estas linhas escreve, a todos podem responder quando lhe perguntam por seu verdadeiro nome: EGO SUM QUI SIM, isto é, Eu sou quem sou…
Por possuir diversos nomes, “talvez por isso e “o famoso colar da rainha” em que esteve envolvido um tal José Balsamo, que não era o verdadeiro, mas se assenhoreou do mesmo para prejudicar àquele, também foi charlatão, mas provando sempre o contrário. Em uma aldeia da Suíça ainda existe um monumento que lhe foi dedicado, e cujas palavras o enaltecem como benfeitor da mesma, tendo feito curas milagrosas etc.”
Em todas as vidas onde a Missão era “Destruir para Construir”, havia um outro fazendo o papel do “mal”. Cagliostro “encobre” S. Germano, passando por Ele… (…)
O falso José Balsamo, aparecendo com este nome a fim de desmoralizar o verdadeiro, foi arte diabólica para aniquilar com os três: S. Germano, Cagliostro e José Balsamo. E a Queda da Bastilha, foi questão política, sendo que a família imperial dos Bourbons ou da Flor de Lis francesa, incluindo a austríaca teve papel tremendamente contrário ao espiritual (…).
Por conta da Igreja, Castelo Branco escreve um romance com esse nome desmoralizando, ao mesmo tempo, Cagliostro e José Balsamo, tidos como o mesmo Personagem. O roubo do Colar da Rainha firma a maior intriga do romance. Quem sabia fazer ouro, não precisava roubar coisa alguma, além do mais, porque o seu colar [de Cagliostro] é o Fio de Sutratma! (…) A trama é por demais delicada para ser tecida em romances, sejam eles quais forem. Drama, sim, oculto nos seus próprios Bastidores, a bem dizer, com as gambiarras apagadas pelo véu mayávico dos próprios acontecimentos”.
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Nota: Neste pequeno trecho de um rico comentário sobre Cagliostro, o Professor Henrique homenageia seus Tulkus, mas como seria impossível ele “falar de um a um, de vida em vida, além da própria Lei não permitir”, fez questão de ressaltar o trabalho do injustiçado Cagliostro e José Balsamo na Destruição da Bastilha, através do LPD, frisando sempre que Cagliostro passava mil vezes por São Germano ou Lorenzo Paolo Domiciani.
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A Reforma fez perder ao Papado todo o Norte da Europa. (…) O movimento que se seguiu ao da Reforma, foi designado pelo nome de Revolução Francesa. Existem ingênuos que abrem livros de história, onde realça uma bela figura representando certo “senhor” que gesticulando, exclama: “Á La Bastille!” Tais pessoas julgam que a Tomada da Bastilha foi levada a efeito, graças ao furor da populaça, provocado pelo gesto soberbo do referido tribuno. Enganam-se redondamente, como se costuma dizer, aqueles que pensam de tal modo, porque necessários foram quarenta e dois anos para preparar o famoso grito de Camille Desmoulins. Para que a Bastilha se rendesse, foi preciso fazer entrar na Ordem Maçônica, todos os oficiais que davam guarda a Versailles, na referida data; foi preciso, ainda, assegurar a cumplicidade tácita ou proposital dos mais altos servidores de S.M. o rei Luiz XVI; armar todo o povo de Paris, a ponto de ter finalmente, como os mais eficazes demolidores da mesma Bastilha, os canhões que foram postados à frente… mesmo assim, transportados dos Inválidos quinze dias antes, por homens devotados à Causa; em resumo, como o mais importante fator entre os demais, que fosse o Conde de Cagliostro, quem fomentasse uma revolução tão séria, que foi capaz de lançar os Parisienses ao assalto da “intransponível fortaleza de Estado…”
Vindo do Egito, depois de prestar solene Juramento a alguém, a que aqui chamaremos de Ptahmer, foi ter a Malta, senhor de certas instruções secretas, passando pela cidade de Roma, certas partes da Espanha, de Inglaterra, Paris, Alemanha e Rússia. Em França, dizem, comprometeu a autoridade real através do famoso processo do “Colar da rainha”, mas, em verdade, quem o fez, foi outro Ser, que adotava o primitivo pseudônimo daquele, ou seja, José Balsamo – uma das dolorosas provas, ou antes, terríveis obstáculos, por que teve ele, Cagliostro, de passar, a fim de levar avante a famosa profecia que, dois séculos antes, fora feita por um outro Iluminado, ou seja, o famoso Paracelso na razão do LILIA PEDIBUS DESTRUE, ou sejam as mesmas iniciais (LPD) que o Conde de Cagliostro trazia pendente, em uma corrente de ouro, em seu peito…
Rapidamente se torna ele popular, em França, e é chamado o “Divino Cagliostro”. Ele prediz a queda da realeza e anuncia a M. de Launay, que “se lhe cortará a cabeça”, e com ela se passeará pelas ruas da cidade, na ponta de um chuço; que a Bastilha seria destruída, tornando-se, depois, um jardim público. M. de Launay, recebeu tal prognóstico com um sorriso amarelo, misto de escárnio e de terror. No entanto tudo isso foi realizado…
Os acontecimentos se precipitam. Luiz XVI, embora que se preocupando apenas com a arte de “serralheiro e de relojoeiro”, é conduzido a um tribunal onde aqueles que o acusam e a sua esposa, Maria Antonieta, traziam o “barrete frígio”. E, com os seus, é encerrado no Templo donde sai para ser conduzido ao cadafalso. Os Iniciados compreenderão: por um lado, era o velho Jacobus Molay, Chefe dos Templários, quem se vingava, mas… por outro, o soerguimento da verdadeira Flor de Lis, que é o Loto Sagrado, Símbolo da Consciência Universal – mantido nas Fraternidades, tanto do Egito como da Índia etc., mas, achincalhado pela “Família dos Bourbons”, pois que, não se preocupando com as necessidades de um povo prestes a morrer de fome, como o prova “suplicarem pão em frente ao portão principal dos jardins de Versailles”… calcavam sob os pés, o excelso Símbolo, também, da Agartha, para não dizer, desde logo, do “Culto de Melk-Tsedek”.
Mais uma vez o dizemos: “Culto de Melk-Tsedek”, que tanto vale por Amor, Verdade e Justiça. Por isso mesmo, reis ou dirigentes de Povos que não forem harmônicos com esses Três espirituais princípios, mais hoje, mais amanhã terão que ser punidos, através de outras três palavras julgadoras, que são as mesmas que se manifestaram no Festim de Baltazar: Mane-Thecel-Phares. Pesado, Medido e Contado, e não “contados serão os teus dias”, como julgam os não Iniciados nos Grandes Mistérios da Vida, por tais palavras se referirem ao karma do próprio rei de Babilônia.
Transcrição de um aviso maçônico, cifrado, que foi cuidadosamente espalhado pelos “auxiliares do Conde de Cagliostro”, todos eles pertencentes à Maçonaria, tanto na França como na Inglaterra:
“A todos os verdadeiros maçons, em nome de Jehovah! o tempo é chegado em que se deve começar a construção do novo templo de Jerusalém. Tal aviso é para convidar a todos os verdadeiros maçons, em Londres e em Paris, para se reunirem em nome do Grande Chefe, que se apresentará mascarado, como sempre, se Ele representa na Terra uma divina Trindade, amanhã à noite, 3 do corrente do ano de 1786, às 9 horas, na taverna de Reilly (no aviso inglês, dizia: Great Queen Strect, ou “Grande Rua da Rainha”), para tratar de um plano de grande valor, colocando assim a pedra fundamental do verdadeiro Templo visível…
Assinado: Cagliostro”.*

* A reprodução de semelhante aviso, além de figurar em certas Fraternidades iniciáticas do Ocidente, faz parte de uma obra rara, intitulada: O Túmulo de Jacques Molay.

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São Lourenço, 15.04.2016
Colaboração de Zélia Scorza Pires
Trechos de C.R. e páginas 82/83 de Dharana nº 110, ano 1941

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