FOI ASSIM: Duat, Uma Viagem aos Mundos Subterrâneos e O Segredo da Pedra da Gávea

FOI ASSIM:

Duat, Uma Viagem aos Mundos Subterrâneos e O Segredo da Pedra da Gávea, de autoria do saudoso Irmão Eymar da Cunha Franco, ambos postados em nosso blog www.semeandoconhecimento.com.br, algumas pessoas nos perguntam como tais histórias chegaram as nossas mãos. Resolvemos então contar, porque afinal tudo que se relaciona com a continuidade da Obra do Eterno deve ser do conhecimento dos Irmãos.

Em 1970 residíamos em Copacabana e nesse mesmo ano, um dia, ao aguardar o ônibus que nos levaria ao trabalho, alguém por trás tocou nosso ombro e ao virarmos vimos que era o Irmão Eymar, do Departamento da STB do Rio de Janeiro. Mostrou-nos os originais manuscritos de um trabalho seu e pediu se poderíamos datilografar para ele (ainda não havia computador). Se desejássemos poderíamos ficar com uma cópia, desde que guardássemos sigilo sobre o assunto.

No mesmo dia lemos o artigo e no dia seguinte datilografamos todo o conteúdo. Devolvemos os originais e as folhas datilografadas. Os anos se passaram e não recordamos ter visto Eymar novamente.

Quando soubemos por um Irmão que Eymar havia falecido, liberamos a história sobre Duat. Nesse tempo ainda não conhecíamos a existência de O Segredo da Pedra da Gávea. Entramos em contato com Luciana Queiroz, Irmã responsável pelo Boletim Informativo do Departamento do Rio de Janeiro, que logo concordou em divulgar a história sobre Duat. Foi um sucesso. Graças a essa história, conhecemos pessoas muito agradáveis das terras lusitanas, as quais desde então vêm ao Brasil duas vezes por ano. Os personagens da história de Eymar eram Irmãos do Departamento do Rio de Janeiro: Edgard, médico psiquiatra há anos falecido, chamado carinhosamente pelo Prof. Henrique, de Edgarzinho, devido sua baixa estatura; Nelson, hoje já bem idoso e bastante doente, e Eymar, o autor.

Mas antes disso um Irmão antigo comentou com alguém que “nós havíamos matado o Eymar”, pois este continuava vivo e inclusive se correspondia com ele. Preocupada procuramos saber o telefone do Irmão Eymar e na primeira tentativa, quando explicávamos a ele o acontecido, acompanhado de nossas desculpas, qual não foi nossa surpresa: — Ah, filha, pode liberar. Nem lembrava mais que lhe havia pedido sigilo. Estou cansado, velho e doente, agora só quero ficar em Santarém, minha terra natal. Apareça por aqui”.

Desde então passamos a nos comunicar. Foi quando recebemos dois livros de sua autoria: “Devaneios”, editado em 2001, e “Elucubrações de um velho chamado Eymar”, editado em 2010. Num desses telefonemas, perguntou-nos se conhecíamos o seu trabalho O Segredo da Pedra da Gávea. Respondemos que não. Mandou-nos então e assim como a história de Duat tem sido muito apreciada. Consideramos magnífica a maneira com que Eymar passou os Ensinamentos recebidos do Professor Henrique José de Souza.

Após seu falecimento, por e-mail a esposa falou-nos de sua tristeza e comentou que arrumando os papéis do marido encontrou Cartas do Prof. Henrique para Eymar. Cartas que ela não entendia nada do que estava escrito. Disse-lhe que nos mandasse e nós lhe explicaríamos. Não disse sim nem não, e desde então não conseguimos mais nos comunicar com ela, nem mesmo por telefone. Acreditamos que tenha saído de Santarém onde vivia com o marido num sítio pertencente à família de Eymar.

Ao receber O Segredo da Pedra da Gávea e digitar a história, quando lemos a passagem em que Josué diz o seguinte: “Durante muito tempo eu fui conhecido como o “Ermitão da Glória” – uma luz se abriu diante de nossos olhos: nessa hora lembramos ter tido nas mãos, há anos, uma mensagem do “Ermitão”. Foi assim:

Dharana nº 3/4, 1957, pg. 94 - Noêmia Bezerra é a de blusa branca

Dharana nº 3/4, 1957, pg. 94 – Noêmia Bezerra é a de blusa branca

Noêmia Bezerra, Irmã nossa há anos falecida, enfermeira da Cruz Vermelha Brasileira, residia no Rio de Janeiro, mas tinha casa em São Lourenço, casa hoje pertencente à nossa Irmã Lourdes Nieri, atualmente vivendo na Fundação HJS. Um dia, visitando Noêmia na casa de São Lourenço (nesse tempo ainda não conhecíamos a história da Pedra da Gávea), ela contou-nos que seu esposo gostava de caminhar lá pelos lados do Outeiro da Glória, e sempre via um ser nessas imediações que o povo local chamava de o “ermitão da Glória”. Seu marido conversou algumas vezes com ele até que o “ermitão” lhe deu algumas linhas escritas. Curiosa, perguntei se ela ainda tinha esse papel e se podia mostrá-lo. Interessei-me porque já havia lido nas Cartas do Mestre algo sobre o “Ermitão da Glória”. Ela trouxe. Era um papel de folha de caderno, desgastado pelo tempo e mal cuidado, tanto que faltava um pedaço da folha. O nosso estado de consciência na época não deu para entender o significado da mensagem. Além da escrita o papel fora pintado com lápis de várias cores. Como se fossem raios. Noêmia não soube dar maiores detalhes. Devido o estado precário do que eu considerava um precioso “documento”, pedimos que permitisse levar para casa para cuidar dele. Uma pergunta hoje nos fazemos: deveríamos ter devolvido o documento à Irmã Noêmia? Restaurado em detalhes, seria um documento precioso, uma raridade. Não por ela, mas como pouco tempo depois veio a falecer e a família não era ligada à STB, ficamos com a dúvida. Existirá ainda a mensagem de Josué, o “Ermitão da Glória”?

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Zélia Scorza Pires
São Lourenço, 14.11.2015

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