A U R A – Henrique José de Souza

A U R A
Henrique José de Souza

Aura, no seu sentido Esotérico, difere do Exotérico ou vulgar, passando assim a seu substantivo masculino: o Aura de alguém, seu ambiente psíquico ou astral etc. Chama-se, portanto, de OVO ÁURICO, tanto ao de um homem, como ao da Terra e de outras coisas mais. Quanto ao do homem, manifesta-se de acordo com a sua evolução espiritual, o que é perfeitamente distinguida por um Clarividente. Aquele, por exemplo, em quem predominar o VERMELHO na cabeça (como parte superior ou divina do corpo), por ser a do Mental ou Inteligência, é um ser de pouca evolução. Um selvagem, por exemplo, é envolvido por um AURA, ao mesmo tempo vermelho escuro, com manchas verdes e cor de tijolo, pelo fato de que no mesmo vibram os dois reinos abaixo do hominal – o vegetal e o mineral, pois que o animal com o humano ainda se confunde (donde o termo Anima ou Alma, pois que na Mitologia grega, Psyché, a alma, “anda em busca do seu Bem-amado”, que é o Espírito, como Essência Divina. Nesse caso, nem todos O possuem).

O selvagem não é, como pensa a maioria, o primeiro degrau da evolução humana, e sim o civilizado caído em estado de selvagismo, devido às catástrofes que, fazendo desaparecer os continentes ou partes deles, por sua vez separam em grupos, maiores ou menores, os remanescentes dos habitantes das referidas regiões. As cores, portanto, que devem figurar em torno da cabeça do homem ilustre e de caráter aprimorado (a mesma Igreja coloca uma auréola luminosa em torno da cabeça de seus santos) são: o amarelo do lado direito ou sobre o “Olho de Budhi ou de MERCÚRIO, por ser o da Inteligência, e o azul, do lado esquerdo, ou “Olho de Vênus”, do Akasha médio (como Éter sonoro, pois que existem 3 espécies de Akasha, na razão de 3 mundos, mas também das 3 Gunas ou “qualidades de matéria”: SATVA (amarelo) – o Ritmo ou Equilíbrio que do mesmo resulta. RAJAS (azul) – a Atividade, a Energia, a Força Centrífuga. Finalmente TAMAS (vermelho) – a Inércia, a Obscuridade, a Força Centrípeta.

Pelo que se vê essas Três cores são as “matrizes” na arte pictórica. E delas resultam as outras quatro e suas derivadas ou várias nuances. Repetimos: o AZUL de RAJAS não podia deixar de figurar do lado esquerdo ou de Vênus, por ser o do AMOR, da BONDADE, da DEVOÇÃO etc. A combinação entre Satva e Rajas, ou seja, entre Mercúrio e Vênus, indica que tal Pessoa é um Ser Superior, um Andrógino em estado latente. Cabalisticamente falando, é idêntico ao ADAM-KADMON divino, enquanto na terra, ao Adam-Heve ou Adão e Eva, expressão da primeira parelha, mesmo que sobre semelhante fenômeno se manifeste o denso Véu, que encobre o maior dos mistérios humanos…

O lugar, pois, do VERMELHO, é no baixo-ventre ou “região sexual”. Esta corresponde ao princípio câmico (de Kâma, paixão, princípios inferiores etc.) Um homem que tenha, pois, essa cor na cabeça (mesmo que os homens vulgares a tenham em maior ou menor quantidade, por isso são atraídos para as questões sexuais, perversidade, perseguir o próximo, sempre destilando ódio e vingança). Não é raro ouvir-se dizer a tais indivíduos: “Estou vendo tudo vermelho!, isto é, desejo brigar, desejo matar, vingar-me daquele sujeito… Não é vermelho, o sangue? VERMELHO também era o MAR que Moisés devia passar, com seu povo “a pé enxuto”, isto é, sem tocar nele. O que é uma alegoria ao mesmo fenômeno, e não a realidade grosseira dos que só sabem comentar as coisas de acordo com “a letra que mata”.

Quanto ao ambiente ou OVO ÁURICO da Terra, também traduz – em cada uma das suas quatro direções ou “pontos cardiais”, a cor que predomina nos habitantes dos lugares compreendidos nas mesmas direções. Quando é TAMAS (ou vermelho) que predomina, devido ser a mais grosseira das três, e consequentemente seu peso muito maior do que o das outras duas,  sobrevem o castigo cármico (de Karma, “lei de causa e efeito”, ação e reação, retribuição etc., de acordo com o “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, “dente por dente, olho por olho” etc.). “O chamado DIES IRAE”, “o Dia da Ira”, mas também, “a IRA DE DEUS” contra aqueles que se afastam da Lei (ou Dharma). A matéria tamásica é a que mais pesa agora em quase toda a superfície da Terra. Daí “grandes castigos serem esperados”: terremotos, inundações, seca, epidemias, praga, etc. etc.

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“O Luzeiro”, abril de 1953.

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