HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA

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Pequeno Resumo Sobre Um Homem do Futuro

            Através dos tempos, a bondade divina tem dado aos humanos a felicidade de conviver com Seres cuja mente voltada para o futuro trouxe grandes benefícios para a Humanidade. Seres que anteciparam o que seria uma realidade em futuro distante, não com finalidade de se beneficiarem, mas de adiantarem a evolução como um todo. Como a ignorância é o grande mal de todos os séculos, tais homens e mulheres muitas vezes sofreram penalidades injustas, porque como já dizia Aristóteles, “não há nada que envelheça tão depressa como um benefício”. O Conhecimento, nas suas várias manifestações, é sempre salutar, e o espiritual ainda mais porque é Libertador. Quando a vida das pessoas não ocorre como elas gostariam que fosse, a grande maioria pragueja, lamenta, se torna agressiva, tumultua, e até contra Deus se revolta, justamente para com o Único injustiçado em tudo isso, pois cada um tem o seu livre arbítrio e internamente a Centelha Divina, fagulha do Seu Grande Amor até hoje tão incompreendido.

De tais Seres houve os que tiveram o reconhecimento em vida, mas grande parte teve sua existência ignorada e sequer receberam apoio ou ajuda. Ao contrário, muitos foram ironizados e desprezados os seus inventos, suas descobertas, seus ensinamentos etc., sendo reconhecidos somente quando já não mais estavam entre os vivos. E quantos ainda trabalham no anonimato a favor do bem comum. Há os que ainda aguardam no lado desconhecido da vida o reconhecimento do bem que fizeram quando aqui viveram, não porque disso precisem, mas porque o reconhecimento seria prova de que o estado de consciência da Humanidade cresceu… Um desses Homens chamou-se Henrique José de Souza, o brasileiro que os brasileiros começam aos poucos a conhecer, embora homenageado muito aquém do muito que merece.

Nascido em 15 de setembro de 1883, em São Salvador, Bahia, filho de Honorato José de Souza, proprietário de navios, cinemas, fazendas e outros bens de grande porte, e de Dona Amélia Elisa Guerra de Souza, Henrique veio com a Missão de antecipar o futuro com as Revelações do Novo Ciclo Aquariano, que os peregrinos da vida que somos todos nós, delas não podem prescindir por mostrarem o que até então estava propositadamente oculto para o não desenvolvimento mental das humanas criaturas.

Foram seus avós paternos o Comendador Jacinto José de Souza e Maria Luiza Souza, e maternos, Maria Rosa de Souza e Antonio de Souza Guerra, este aparentado do grande poeta português Guerra Junqueiro, autor da obra “A Velhice do Padre Eterno” que tanto incomodou aos clérigos da época. De 1890 a 1899, Henrique fez seus estudos primários e de 1900 a 1907, os secundários, todos em Salvador. “Fez curso incompleto de medicina e outros ramos científicos”, vindo por fim exercer como profissão a de “professor de línguas, filosofias e religiões comparadas, além de jornalista”. Proprietário de diversos cinemas e empresário teatral, após a morte do pai em 10 de agosto de 1907, teve de abandonar os estudos para dedicar-se à parte comercial herdada. 71 dias antes, ou seja, em 27 de maio de 1907 já Dª Amélia havia falecido, “por exceder-se em carinhos por seu esposo, durante uma moléstia de um ano e nove meses, sempre à sua cabeceira, como também por ser excessivamente religiosa e cumprir jejuns para salvar o marido”. Três anos antes, Antonio, irmão mais velho de Henrique, falecera em virtude de um calo infeccionado. Nesse mesmo ano, faleceu também o Comendador Jacinto José de Souza, avô de Henrique. A tristeza invadiu a alma do jovem, que com 24 anos ficou responsável pelos negócios da família, que já não iam bem devido à doença prolongada do senhor Honorato. Um incêndio criminoso no trapiche piorou ainda mais a situação, acumulando dívidas. Henrique passou então a “tomar conta e dirigir os bens pelos pais deixados”.

Sempre disposto a ajudar as pessoas que a ele recorriam, acreditamos que essa bondade nata de Henrique tenha sido espertamente aproveitada e explorada por pessoas inescrupulosas, malandras mesmo, dessas que contraem dívidas, mas não pagam. O fato é que Henrique se viu em ruínas. Por fim, com extraordinário esforço, pôs em dia todas as dívidas. Cansado, abatido e com a alma atormentada, pois já havia constituído família, achou por bem submeter-se a um exílio espiritual em Nazaré, cidade da Bahia, de onde depois voltou irreconhecível, barba por fazer, cabelos a nazareno, tal era o seu aspecto. Mas as provas ele vencera… Provas pelas quais todos nós passamos como garantia de que Deus pode contar conosco para coisas mais sérias. Só que as de Henrique… Bem, vejamos o que ele mesmo descreve:

“Jamais pensei que o final da minha vida fosse este, por piores que fossem “as minhas pseudos provas”, a vida foi feliz no seio da família paterna. Quando eles morreram, sim, comecei a fazer verdadeiros milagres para sair da situação em que eles me deixaram, pobres coitados. Em dez meses, não haviam dividas… Trabalhei como um cão, pior que isso, como um burro de carga. Venci para tornar a cair, porque, meu coração foi sempre maior, espiritualmente, do que é o de todos, fisicamente”.

“De nada esqueço do passado, desde pequenino na casa onde é hoje o Palácio do Governo, até chegar à adolescência, no Campo Grande. A fuga para a Índia, mil outras coisas… Os tempos do comércio e dos cinemas, dos quais fui seu único dono. Rico, riquíssimo, tudo perdi, porque jamais pude ver ninguém chorar sem procurar enxugar-lhe as lágrimas, como reclama a Voz do Silêncio. Sou rico dos Tesouros  espirituais, que comigo já nasceram… de outras vidas, do próprio Trono Divino. Mas sou rico, também, de doenças misteriosas, doenças que se não Curam…” 

Aos 24 anos, aconselhado por seus Guardiões, Henrique casou-se com Hercília Gonçalves, jovem de 21 anos, nascida em 29 de agosto de 1886. A união trouxe oito filhos. Em 1914, já então com 31 anos, transfere-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde “exerce diversas profissões, inclusive comércio, imprensa etc.” Viúvo aos 48 anos (Hercília falecera em 18 de julho de 1931), resolve seguir sua real vocação: instruir os homens, retirando das religiões os véus e os enfeites ilusórios. Mudou-se então para Niterói, e em 10 de agosto de 1924 funda Dhâranâ – Sociedade Mental Espiritualista, em homenagem aos Mestres do Norte da Índia com quem estivera na sua adolescência. Em 1925 funda a revista Dhâranâ como órgão oficial da instituição. Em 08 de maio de 1928, muda o nome da instituição para Sociedade Teosófica Brasileira, em homenagem a insigne Mestra Helena Petrovna Blavatsky, e em 03 de novembro de 1932, transfere a Sede para o Centro da Capital da República: Rua Buenos Aires, 81. Por fim, para o Município de São Lourenço, Minas Gerais, “por ser o lugar onde, a 28 de setembro de 1921, foram construídos os primeiros alicerces da Obra em que a mesma Sociedade se acha empenhada”.

Henrique foi membro do Instituto Genealógico Brasileiro, da Associação Brasileira de Imprensa, da Associação Paulista de Imprensa, da Societé Magnétique de France, da qual recebeu diploma de Magmetizador e Fisioterapista. “Tomou parte em diversos congressos científicos e teosóficos, dentre eles o 2º Congresso Internacional de Psicologia Experimental, realizado em Paris no ano 1913”. Sua viagem de Salvador a Lisboa, quando adolescente, “foi com uma comissão de homens ilustres, para Goa, Índia portuguesa, onde esteve durante algum tempo, seguindo depois para Calcutá, tocando antes em Ceilão. De Calcutá para o Norte da Índia, visitou diversas cidades (…) e tudo isto em 1899/1900”. Atualmente a instituição denomina-se Sociedade Brasileira de Eubiose.

O Professor Henrique é autor de O Verdadeiro Caminho da Iniciação, obra de crítica teosófica e ocultista, Os Mistérios do Sexo, sobre ciências, filosofias, religiões etc., e Ocultismo e Teosofia.

Em segundas núpcias casou-se com Helena Jefferson Ferreira, nascida em 13 de agosto de 1906, segunda dos três filhos do casal João Augusto das Neves Ferreira, português, e de Agostinha Castaño, espanhola.

Henrique Helena

Tanto os pais de Henrique quanto os de sua segunda esposa são aparentados do poeta português Guerra Junqueiro e dos Barões Henrique e Helena Antunes da Silva Neves.                                                  

Desde pequeno Henrique causava preocupação aos pais por estar sempre disposto a fazer o bem, não por ser isto ser um mal, mas porque sendo tão pequenino, o mundo ainda não estava preparado para compreender Seres assim… Tão pequeno e já possuindo um senso de responsabilidade raríssimo em pessoas adultas que dirá em criança. O ardor que o menino tinha pelo Altar de Deus e pelo Altar da Pátria fazia com que se envolvesse com a Bandeira do Brasil, sempre que assistia, no Forte em frente à sua casa, em Salvador, Bahia, a mudança da guarda com o hastear do Pavilhão Nacional. Esta sua atitude simpática e cívica, rara numa criança, conquistou a amizade de todo o Batalhão, que sempre o cumprimentava. Como nasceu com dons que ainda hoje fogem à compreensão humana, muitas vezes assombrava não só aos pais e irmãos, mas também aos conhecidos da família e aos próprios médicos que a assistiam. Eram tantos os fatos que uma de suas irmãs resolveu pôr na porta do quarto dele uma tabuleta com os seguintes dizeres: “Dr. Bota-mão”. Sim, onde as punha, curava. Mãozinhas que mesmo quando mais crescido e até quando adulto e depois na velhice, quando as impunha o resultado era sempre favorável ao faltoso ou devedor… Isto sobrecarregava o seu físico, principalmente quando o merecimento do solicitante era insuficiente…

Um dia seu pai arrendou o Teatro São João, em Salvador, para uma companhia teatral portuguesa, onde o elenco, todo ele de adolescentes, era constituído de sete musas e sete trovadores. O ano era 1899 e a peça intitulava-se “Tim-Tim por Tim-Tim”, nome bem condizente com a vida que dali em diante o então adolescente teria até o final de sua existência: uma espécie de retrospectiva de algumas de suas preciosas vidas anteriores, por razões que somente mais tarde, conforme se ampliava a sua consciência, ele próprio desvendou e deixou escrito para seus discípulos e comentou em agradáveis tertúlias.

 Assistindo assiduamente os ensaios da peça, não porque pretendesse ser ator, mas porque estava enamorado pela protagonista principal, Henrique acabou por decorar todo o texto. Um dia o integrante que fazia par com a jovem Helena no prólogo, amanheceu indisposto. Logo os olhos de todo o elenco se voltou para Henrique, o salvador da pátria. Um achado para ele não fosse a sua timidez. Por fim, incentivado por aquela que correspondia ao seu encantamento, cedeu e lá se foi o nosso herói fazer o papel de Ulisses e ela de Helena… Um sucesso! Aplausos, abraços e agradecimentos. Dia de folga do espetáculo: os enamorados rumaram então para Itaparica, Ilha onde o pai de Henrique possuía uma fazenda. Passeando os dois pelas “areias daquela Ilha”, uma barquinha de nome Conceição Feliz ali abandonada era um convite tentador. De tão isolados, o dia parecia estar destinado só para eles. Após a troca de carícias começaram a caminhar pela praia. De repente uma onda se fez gigante e tomando a forma de Netuno, o Deus do Mar, deu o alerta: Acautelem-se! Um perigo ancestral ronda os dois… Avisos assim na fase adulta ou na velhice são motivo de preocupação e cuidados, mas na adolescência… É próprio do vigor da juventude achar que tudo é fácil de ser contornado.

O caso é que o término da temporada teatral se avizinhava. Os enamorados começaram a sentir antecipadamente a dor da separação. Naquele tempo os festejos de São João se juntavam às comemorações de Dois de Julho, data da Independência do Estado baiano. Atendendo ao insistente apelo de sua própria consciência, Henrique não resistiu: no dia da partida da Companhia Teatral, ele simplesmente, ao invés de ir para o colégio, juntou-se ao elenco e com ele se foi. Quando na hora das Ave-Marias o sino da Igreja tocava, o vapor Minho se afastava do porto de São Salvador, levando a bordo o adolescente para muito longe de sua casa… Passado o entusiasmo do momento, vendo na amurada do navio sua cidade afastar-se já então com as luzes acesas pelo anoitecer, Henrique começou a sentir remorso pelo que fizera. Sabia que o pai estava acamado, com sua mãe desvelando por ele. Este seu sentimento perdurou por um bom tempo, tirando muito dos bons momentos vividos durante seu afastamento do lar.

Os responsáveis pelo grupo teatral eram pessoas dignas e de grande elevação moral e espiritual. Não desconheciam estar servindo a um grande propósito divino, tanto que cuidavam com desvelo do adolescente. Mas a falta de atenção é rotina na vida de todos nós. Ninguém escapa a uma pequena distração no decorrer da vida. Um dia, já em Lisboa, Helena resolve sair sozinha. Seus pais, o Barão Henrique Antunes da Silva Neves e Helena Antunes da Silva Neves, não tomaram conhecimento da imprevidente saída da moça. Despreocupada e feliz, ela passeava numa charrete pelas ruas de Lisboa, acompanhada apenas do condutor do tílburi. No cruzamento da Rua Augusta com as Ruas Sol e Lua, sem que o condutor tivesse como evitar, de repente o cavalo de tal modo se empinou, que a jovem foi arremessada violentamente ao solo. Socorrida ali próximo na Catedral da Sé, Henrique, tão logo foi avisado, doou o seu sangue para salvar a jovem. Resumindo: a tragédia não teve final feliz, mas de Henrique esconderam para que ele não sofresse ainda mais, pois mesmo cercado de atenção e carinho, sofria por ter deixado os pais sem notícias suas. Mas o rapazinho começou a estranhar a demora em lhe darem notícias da moça. A uma indagação sua, contaram-lhe que Helena havia se recuperado, mas não queria mais fazer parte do grupo teatral. Dera como encerrada sua participação e se afastara. Henrique deve ter pensado: Mas como? Deixara sua terra natal, família, irmãos, por uma jovem que mal conhecera e ela fizera isso com ele? Desaparecera sem sequer despedir-se? O adolescente sofreria mais se lhe tivessem contado a verdade? Nunca saberemos. O fato é que fazia parte de sua missão ir ao Norte da Índia acompanhado da Helena acidentada, e se ele soubesse que ela não mais fazia parte do cenário humano, provavelmente iria querer voltar imediatamente para casa. Só que o contato com os Mestres do Norte da Índia era o início da missão que o aguardaria no futuro. Somente anos mais tarde ele veio saber de toda verdade.

Enquanto isso na Bahia, descoberta a fuga, seu avô, o Comendador Jacinto José de Souza, entrou em contato com as embaixadas para trazer de volta o fujão. Não foi fácil o retorno. Parecia que a demora era aliada da Vontade Divina. Ao retornar com seus 16 anos completados poucos dias antes da fuga, quem estava de olho nele a esperá-lo no cais do porto era o avô. O pai continuava acamado. Com os momentos vividos junto aos Mestres, Henrique voltara com a consciência mais amadurecida ainda. Caso idêntico aconteceu a Helena Petrovna Blavatsky, quando, ao retornar da sua também “fuga”, indagada energicamente pelo pai onde estivera por tanto tempo, respondeu: “Venho do convívio dos Mestres de Sabedoria”. Henrique do mesmo modo ao desembarcar foi inquirido pelo avô, só que este o fez grosseiramente e na presença de passageiros e outras pessoas que estavam no cais: –”Que bonito papel fez o senhor deixando seu pai em cima da cama, passando mal, e sua mãe, que por ele velava, só faltou morrer de desespero por não saber onde o senhor se achava!” O avô nem teve tempo de terminar porque Henrique, “percebendo no olhar de todos que ali estavam um sorriso de ridículo pelo fujão que acabava de chegar de bordo”, não titubeou: — “Desculpe-me, mas o senhor já tem idade bastante para agir de outro modo, pois já deve saber muito bem, que quem tem vergonha, não envergonha os outros”. A resposta espantou aos que a escutaram, e o senhor Jacinto, que não a esperava, não fez por menos: “Malcriado!” — “Sim, malcriado, confirmou Henrique, “mas o que está dito, fica dito. E apressando os passos, procurou apanhar um bonde que vinha passando naquele momento, tomando lugar ao lado de alguém de sobrecenho carregado, que vinha conservando certa distância. Seu avô que assistira a “manobra”, tomou assento num banco mais atrás, e não deve ter gostado de sua [própria] passagem ter sido paga por aquele alguém que se achava ao lado do neto. Entretanto, pertencente a uma Ordem como era também o seu filho [o pai de Henrique], tanto um como outro estavam mais ou menos ao par do acontecido e foi este o principal motivo da recepção não ser feita de outro modo”. Quando adulto, Henrique deixou por escrito vários lances de sua vida, inclusive este, a fim de servir de exemplo aos discípulos, mostrando que mesmo pessoas espiritualizadas, dependendo do momento têm também seus rompantes.

Passado algum tempo, estando o avô acamado, Henrique foi visitá-lo e esta sua atitude foi recebida pelo avô com o maior carinho e prova de que o neto não guardara ressentimento algum pelo acontecido no cais. Outras várias vezes Henrique foi visitá-lo, não só pela doença, mas também para conversarem, e isso fez o avô ter grande estima pelo neto, sempre “elogiando-o onde quer que estivesse”.

“Mas é preciso contar o que foi a recepção na casa paterna: um abraço do jovem Henrique no seu companheiro de viagem [o guardião]. Ao dar entrada em casa, seu irmão Antonio, o maior auxiliar nessa fuga mais do que espetacular, pois se no começo tinha visos apenas de [teatro de] revista, logo a seguir transformou-se em tragédia… Atirou-se em seus braços banhado em lágrimas. Os demais parentes, principalmente sua mãe, encontravam-se nas janelas. A velha senhora cobriu-o de beijos, como se ainda fora criança. – Meu filho, que fez você? Quase matou sua mãe de susto e de saudades”.

“Seu pai, que se conservava sentado em uma cadeira, ainda fraco da doença que o prostrara no leito por tanto tempo, nem sequer ousou lançar um olhar para o filho que tivera semelhante procedimento. – Sua bênção meu pai. Como vai o senhor? Já está melhor? Não pense o senhor e mamãe que me esqueci de ambos. Não cometi nenhum crime. Amanhã ou depois, contar-lhes-ei tudo”.

“Durante dois dias, seu pai manteve-se em silêncio, mas o jovem fingindo que estava olhando para outras bandas, via-o contemplar a sua fisionomia, como quem se sente feliz por possuir um filho capaz de realizar semelhante façanha”.

“Acontece que sendo a família muito religiosa e de grandes recursos, as costumeiras intrigas dos jesuítas logo se deram através de um sacerdote amigo da família: — Este pequeno precisa ser metido no seminário. Depois do que fez deve passar por um corretivo. Além disso, tal recurso poderá despertar-lhe a vocação de sacerdote de Cristo”. Este e outros conselhos eram dados à mãe de Henrique, que acabou cedendo mesmo seu esposo sendo contrário… “E assim o jovem foi metido no Seminário de Santa Tereza onde ficou por dois anos. A seguir continuou os estudos de acordo com a sua própria Missão”. [Henrique só conseguiu sair do seminário porque ficou seriamente doente].

São suas estas palavras: “Trago um novo estado de consciência para o mundo. Não mais admito que se diga tive uma ideia porque no futuro a ideia será permanente no homem”.

Estava lançada a Semente…

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Zélia Scorza Pires

São Lourenço, 10.11.2014

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